ESCRITOS

04 Cheshvan 5759 / 23 Outubro 1998

Parashá Noach - "Noé" Gn 6:9- 11:32

A Parashá desta semana nos conta como D-US renovou a humanidade a partir de oito pessoas. Nos dias que antecederam o dilúvio a terra estava corrompida, cheia de violência e malignidade. D-US decidiu destruir a terra e todos os seres, homens e animais, através de um dilúvio de águas, mas se agradou de Noach, homem que andava com D-US, varão justo, pregador da justiça, perfeito e íntegro entre os seus contemporâneos.

D-US ordenou a Noach que construísse uma arca e lhe avisou o que iria acontecer. Na sua fé, Noach obedeceu, fez a arca e se preparou. D-US mandou que se separasse um casal de cada espécie animal, mas sete casais de toda ave e de todo animal limpo. Embora as leis alimentares só foram dadas, através de Moshe, muitos séculos depois, de alguma forma Noach já sabia a diferença entre animais limpos e não limpos.

A arca, feita de madeira de cipreste e calafetada com betume por dentro e por fora, era enorme. Media 144 metros de comprimento, 14,40 metros de altura e 24 metros de largura, e tinha 3 andares. Havia também uma porta lateral, que após a entrada dos animais, de Noach, sua mulher, seus 3 filhos e suas mulheres foi selada por fora por D-US.

Yeshua Ha Mashiach comparou os dias que antecederam o dilúvio aos dias da Sua volta. Apesar da “normalidade” aparente - as pessoas comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento- algo estava para acontecer e ninguém percebia.

Choveu durante 40 dias sem cessar, mas mesmo depois da chuva, a terra continuou inundada e eles só puderam sair quando a terra secou, ficando na arca, ao todo mais de um ano.

Ao sair, Noach ofereceu holocausto de todo animal limpo ao Eterno, que o abençoou e fez aliança com ele. D-US prometeu que nunca mais haveria dilúvio para destruir toda a carne, deu a Noach e a seus descendentes - toda a humanidade - a mitzvah de não comer sangue e estabeleceu o arco sobre as nuvens como sinal memorial dessa aliança.

Kefas compara o dilúvio ao mikvah que fazemos em Yeshua Ha Maschiach, sendo a imersão nas águas não uma mera lavagem da carne mas um ato simbólico da ressurreição que temos em Seu Nome.

SHABAT SHALOM
RYBY